sozinho?

Pra mim, viajar não é somente pegar um carro ou um avião e ir a algum determinado destino dentro de algumas horas. Viajar pra mim tem vários e diferentes significados e diferentes destinos. Mas será que, em qualquer tipo dessas ‘viagens’, é tão legal ir.. sozinho? Totalmente sozinho, sem ninguém?

Eu tenho alguma porcentagem considerável de certeza, dependendo da viagem.. mas, e nas viagens físicas, será que é tão legal ou interessante? Do mesmo modo em que se você fosse com seus amigos ou familiares?

Talvez sim. Talvez não, mas.. sinceramente.. se formos analisar (se não quiser analisar, não precisa), sozinho deve ser uma experiencia e tanto. Digo ‘deve ser’ porque é algo que quero muito fazer e obviamente nunca fiz.

Quando se está com um grupão, a única coisa que vem à mente é um quarto de hotel bagunçado com uma gritaria e diversão entre as pessoas, e quando se está com a familia, imagino uma interação apenas com os presentes, seguindo um tal roteiro. Mas quando se está sozinho, eu penso em uma experiencia perigosa e interessante. Perigosa em todos os sentidos possíveis, e interessante também.

Não acho que essas opções sejam péssimas, pelo contrário…, mas existe uma no fundo que as vezes quer gritar e dizer: ‘eu também existo!!’, como uma criança pirralhenta.

Quando estamos sozinhos (estamos, não quando somos, que é algo horrível e bem diferente), nós, em algum momento, vamos refletir sobre tal desconforto ou conforto. Vamos pensar nos prós e contras. Em muitas coisas que as vezes não conseguimos parar, e uma dessas é a liberdade. Pelo menos pra mim.

A liberdade é ótima no dia a dia, mas deve ser melhor ainda em uma viagem. Nesse caso, liberdade tem vários significados para várias pessoas, mas aqui é o conceito de ‘o que eu enxergo sem outros fatores no meio?’

O que será que eu pensaria quando estivesse embarcando em um avião totalmente sozinha? Será que eu colocaria os fones e observaria a vista no céu ou prestaria mais atenção ao meu redor? Será que eu conversaria com alguém? Será que eu dormiria sem ver ou ouvir nada durante esse curto período de tempo?

O que será que eu pensaria ou sentiria se visse a torre eiffel, na minha frente, sem nenhum conhecido meu, somente desconhecidos, ao meu lado? O que será que eu pensaria ao ver uma loja no estilo local da cidade? O que será que eu sentiria ao passear na cidade à noite? Será que eu ia comer quieta no meu canto ou observaria as luzes se misturando com os carros e as pessoas? O que será que eu sentiria, sem nada me influenciando, sobre aquele lugar?

Essas são algumas das poucas perguntas que tenho a fazer se eu fosse me aventurar sozinha, são realmente muito poucas. Se eu farei isso um dia? Não sei. Mas sei que, quando/se fizer, minha cabeça vai estar totalmente diferente, assim como ela fica quando estou com a cabeça deitada no travesseiro esperando o sono aparecer.

Sozinho? Ah, quem sabe.

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incomplete

Em uma fração de segundos e você já desapareceu, assim do nada. Mas parece que foi ontem que eu não parava de pensar naqueles cabelos bagunçados que talvez tivessem me desamparado na primeira vez. Mas como assim moço, como assim você saiu do nada sem rastros nem pistas? Eu estava em um meio caminho andado, tropeçando à toa nas pequenas pedras que eu encontrava no trajeto, estava em uma passagem incompleta.

Até agora eu não sei como consegue ser tão alto. Os seus pensamentos deveriam estar muito acima dos céus, ou de algo que o suportasse no solo. E esses seus ombros largos? Aqueles estariam prontos para um combate contra os perigos inúteis. O modo como se submete a sua coluna era de causar arrepios no meu corpo e distorções na minha mente. Inclusive a minha alma, que tal altura estaria congelada por apenas os seus movimentos. Não sei mais o que imaginar. Mas como assim você se foi? Como assim os seus passos não conseguiram emitir nenhum som? Não precisaria ser tão profundo, mas ao ponto de prender a atenção dos meus nervos. Eu não consigo entender. Uma hora parece que tudo está indo bem quando, de repente, num estalo silencioso, tudo desapareceu, me acordando para a minha insana realidade.

Eu não sei do que você gosta, o que você pensa quando está andando solitário ou o que imagina quando o choro das pobres nuvens paira na sua janela. Eu não sei. Não sei porque no fundo eu sou fraca e pouco destemida. Talvez nada do que eu escrevi aqui faça algum sentido, mas saiba que na minha cabeça e no meu olhar fizeram. Mas é claro que não é possível detectar, porque os sentidos não se deixam levar muito.

Mas eu só não entendo como tudo o que acontece comigo passa rápido demais. Tudo o que é bom pra falar a verdade. Mas eu também não consigo compreender como todo esse conjunto composto por lábios visivelmente galácticos, um cabelo desgrenhado, ombros prontos para o combate, o andar insolúvel, o olhar vibrante puderam sair assim, sem nenhum rastro de vida, nenhuma pista pra mim. Mas moço, tenha certeza de uma coisa: assim como o seu conjunto humano se dissipou, todos os meus breves sentimentos foram junto com você, e que talvez possam voltar mais rendidos.

sky full of emotions

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Já são 00:07 no relógio. Eu deveria estar dormindo mas não consigo. Talvez fosse o café que tomara horas antes, o que aconteceria no futuro, ou talvez ele mesmo. Ando, ando e ando pelo quarto como se procurasse algo, alguém.. Dele. Decido então finalmente me sentar no batente da janela e olhar para o céu. Está vasto. Talvez chovesse mais tarde. Observeio-o mais um pouco e li um trecho de uma história para ele, que por coincidência era citado. Não gostava de vê-lo desse jeito. Uma estrela aqui, outra ali e os pensamentos já invadem minha mente novamente. Está delicadamente desenhado. Desde criança tenho o costume de rezar apoiada na janela e logo após terminar, olhar para os céus e imaginar quais planos ele me guarda. Na verdade, ele sempre foi o meu melhor amigo.

Meus piores micos, minhas danças em frente ao espelho nos dias felizes, minhas preces, meus segredos, minhas lágrimas derramadas, tudo é ele que escuta, é ele quem vê, e que talvez sinta. Nos piores dias, eu desligava tudo, deixava tudo escuro para ter um momento entre nós, eu e o meu querido céu. Olhava-o e minhas lágrimas secavam rapidamente. Pode parecer uma grande besteira mas nem mesmo palavras as vezes me deixavam melhor, o meu remédio é apenas observá-lo.

Tem dias que ele também chora e me sinto mal por não poder fazer nada. Sem dúvidas um dos piores sentimentos é ver alguém que ama chorando e não poder mover um polegar para ajudar, que no meu caso seria algo. Nos dias ensolarados, ficava alegre por ele, estava bem. Apesar de não gostar nem um pouco do verão, fico feliz por ele. Todo azul, sem nenhuma nuvem em vão, totalmente limpo de pensamentos que o sobrecarregam. Há dias em que dele sai a neve. Toda a cidade vira uma espécie de paraíso congelante e fica perfeitamente coberto, como se estivesse protegida pela coberta dos anjos. Para mim, uma das melhores vistas que tenho da minha janela.

Mas, afinal, mesmo ele sendo apenas um espaço infinito no qual se movem os astros, será que os meus sentimentos também se movem? Será que ele também fica feliz ao me ver? Isso é o que nunca irei descobrir, mas espero que quando finalmente visitá-lo, ele me escute e que me sinta, como sempre acontecia lá na sétima janela.

Duas partes

Featured imageA mesma rotina de sempre: acordar com um despertador ensurdecedor, escovar os dentes, preparar a mochila, tomar o café da manhã e pegar o ônibus lotado de alienados. Sempre assim, a minha vida era mesmo um tédio. Mas, não sei porque, de alguma maneira eu senti que algo diferente iria acontecer hoje. Obviamente eu não prevejo futuro, mas foi por parte de minha intuição. Bom, não é todos os dias que me sinto assim mas resolvi deixar pra lá. Geralmente nada tem importado tanto assim pra mim.

E la estava eu, com a típica saia preta do colégio, minha blusa branca e os meus pares de tênis all star esperando impacientemente o ônibus chegar. Olho para um lado e já avisto um casalzinho se agarrando, e do outro um grupinho fazendo piadinhas e rindo de qualquer coisa. Provavelmente era sobre mim, já estava acostumada com esse tipo de coisa. Nem era mais uma surpresa.

Confesso que sinto muita falta dos tempos antigos, ou até mesmo da infância. Quando criança eu tinha dois grandes amigos. Gracie e Edward. Nossa, só de pensar nesses nomes me dá uma grande agonia. Gracie, uma menina linda de olhos castanhos e CABELOS um pouco abaixo dos ombros. Usava óculos garrafão mas mesmo assim nunca conseguiram tapar a beleza que havia em seus olhos. Tão pequena e tão ingênua. Deus, como o tempo passa rápido!

Seu pai foi promovido e teve que se mudar para outro país, e consigo levou toda a família. Ela insistiu muito pra que ficasse, mas nem idade pra se sustentar tinha. Era apenas uma criança, assim como eu. Na última vez em que tive contato com ela foi através do skype, um ano atrás. Ela continuava linda, mas sem o famoso óculos. Sinto tanta falta dela, de tudo o que faziamos e principalmente quando íamos em um parque que ficava pertinho da casa dela. Foi um pedaço da minha história que se foi.

Já fizemos muitas promessas. Que um dia iremos nos visitar era a principal. Não sei se isso vai demorar, espero que não. Mas tenho medo, tenho medo dela me esquecer. De esquecer de tudo o que passamos juntas. Isso realmente me preocupa.

Já Edward era totalmente diferente de Gracie. Ele era super extrovertido, falava com todo mundo e era muito brincalhão. Loirinho com olhos azuis, sim era lindo! Na época em que nos conhecemos ele apenas pediu uma caneta emprestada. Incrível como pequenas situações podem mudar completamente nossa vida. E foi assim, fomos conversando, trocamos contatos e viramos praticamente irmãos. Confesso novamente que chegou uma época em que eu comecei a gostar dele, mas nada tão profundo. Ele também gostava de mim, mas sempre como amiga, e eu, a mesma coisa.

Porém a frase “incrível como pequenas situações podem mudar completamente nossa vida” também tem seu lado ruim. Foi tudo muito de repente. Eu estava estudando química com Gracie no meu QUARTO quando recebo uma ligação. Naquele dia ed viajaria de CARRO com seus pais para visitar sua avó mas acabou numa grande tragédia. O pais ficaram com pequenas lesões em todo o corpo, mas ed infelizmente não sobreviveu. Quando escutei a mãe dele desesperada falando comigo eu não consegui, eu comecei a chorar muito. Muito mesmo. Quando ela me ligou eles já estavam no hospital quando receberam a notícia. Eu não conseguia acreditar, minha mente não processava direito. Eu soluçava sem parar, meu chão parecia estar desabando, desaparecendo. Eu me senti vazia, até hoje me sinto. Eu estava acabada. Gracie também chorava muito e nós duas nos abraçavamos muito forte. Nada seria mais a mesma coisa sem ele.

Ele me alegrava nos piores dias. Apesar de ser desastrado e brincalhão, era uma pessoa maravilhosa, um anjo com os olhos da cor do céu. Eu simplesmente queria acordar daquele pesadelo, mas era impossível. A partir daí era como se a minha vida não fizesse mais sentido. Eu olhava para a cadeira do meu lado e não havia ninguém. Apenas alguns rabiscos deixados por ele e uma grande história, na verdade várias. Sentia uma imensa vontade de chorar. Como eu queria dar um último abraço apertado nele, pelo menos isso. Me sinto incompleta por dentro e por fora.

“Duas partes de mim se foram, qual será a próxima?” essa é a frase em que penso todos os dias. Depois de dois tiros no meu coração, eu me afastei de tudo e de todos. Eu não tinha mais razão para viver. Eu não sei, eu simplesmente não sei o que aconteceu comigo, com a minha vida. Não tenho mais nada a fazer aqui.

Como sempre, fui a primeira a entrar no ônibus e sentei no ultimo banco. Coloquei minha mochila ao meu lado me certificando de que ninguém iria sentar do meu lado. É melhor assim, acreditem. O céu estava totalmente escuro, carregado. As nuvens se demonstravam frustradas, como se estivessem perdidas , assim como a minha mente. Ainda havia algumas gotículas presas no vidro. Essas eram as minhas lágrimas, e é por isso que sempre gostei de dias assim: escuros, frios e chuvosos pois eles eram os únicos que me entendiam.

Todo aquele barulho de pessoas conversando e risos sobre assuntos fúteis acabavam aos poucos quando aumento o volume da música e me perco nela. Se tem uma coisa que realmente amo é música. Não importa o que eu esteja sentindo, a musica sempre me anima ou me conforta, não preciso de mais nada além de música. Ao longo do trajeto, a voz da Lana Del Rey ecoava em todo o meu corpo e me fazia sair dali. Estava tudo tão relaxante quando sinto uma mão tocar o meu braço. Senti um frio percorrer meu corpo da cabeça aos pés. Abri o olhos rapidamente e quando olhei era o motorista. Ele pediu para eu sair e logo fui guardando os fones e o celular na mochila. Porém algo me chamou atenção. Quando me virei pro corredor havia um garoto alto usando uma jaqueta jeans e tênis all star preto de cano alto com os cabelos perfeitamente bagunçados olhando diretamente pra mim. Minha garganta fez um nó e por um segundo esqueci como se anda.

– Você não vem?

Como assim “você não vem??”, um desconhecido que nunca vi na vida do nada diz isso pra mim? Eu não entendi nada mas rapidamente sai do ônibus rezando para nunca mais dar de cara com esse ser.

A primeira aula era de literatura, uma matéria que não era tão ruim assim, pelo menos pra mim. O professor até que ajudava tornar a aula melhor, graças a deus. Eu sentava na primeira carteira bem no meio da sala. Digamos que eu não sou nerd, eu me esforço bastante para tirar notas boas e tenho de prestar atenção na aula mas as vadias acéfalas sempre dão um jeito de atrapalhar. Juro que dá vontade de jogar uma bomba lá atrás. Voltando, eu fico na frente e não acho tão ruim. Só assim fico longe de muitos vermes dali de dentro. A única pessoa com quem converso ali é a Marie. Ela também não gosta da turma mas diferente de mim ela tem vários amigos. Nos identificamos em vários aspectos e sempre conversamos sobre vários assuntos e nunca me arrependi de ter a conhecido. Pelo menos alguém para me ajudar a sobreviver daquele inferno. Não odeio a escola ou os professores, funcionários.. odeio o tipo de gente que me rodeia. Só sinto vontade de vomitar.

Depois de quatro aulas seguidas o sinal bateu. Marie me deu um abraço e foi pro andar de baixo encontrar os amigos. Eu, como todas as vezes, fico em algum canto do colégio onde ninguém possa me ver, mas hoje decidi ir para o teatro onde há um grande piano no canto do palco na frente de grandes cortinas vermelhas. Quase nunca eu ia pra lá (até porque nem podia sabe..), mas sempre tive medo de ser pega lá dentro mas hoje não me importei, eu precisava esvaziar minha mente.

Eu ainda não sabia tocar totalmente o piano, mas aos poucos eu estava aprendendo. Como eu não tenho um piano em casa e meus pais não podem bancar um pra mim, de vez em quando eu vou lá para treinar minhas pequenas “habilidades” e fugir um pouco da realidade. No teatro eu estava sozinha de corpo, mas não de alma. Eu sinto a presença deles lá. É como se os dois estivessem ali me assistindo e quando acabasse nós três iríamos nos abraçar. Eu literalmente vivo de ilusões e pequenas lembranças.

A melodia produzida pelo piano me fascina. Eu estava tentando tocar not about angels da birdy, que aos poucos entrava na minha mente e eu relaxava um pouco. Estava tudo indo muito bem até que escuto um barulho vindo dos assentos. Não não não, agora não meu deus. Um calafrio percorreu minha espinha e eu simplesmente parei de tocar. Apenas o palco estava um pouco iluminado pelos holofotes. Decidi me arriscar:

– Quem está ai?

Não obtive resposta. Meu desespero aumentou e comecei a suar frio. Eu estava imóvel, não tinha controle dos meus próprios membros.

– Até que você leva jeito -ouvi uma voz masculina soar em meio aquela escuridão. Meu coração parou. Não podia ser quem eu estava pensando, não mesmo.

-Que seja, quem é você? -eu tentei ser bem fria e direta, não queria me aproximar de ninguém.

– Wow, calma linda. Eu apenas te elogiei. Eu não vou te sequestrar e te matar. E aliás, devia me agradecer.

– Olha eu realmente não estou de brincadeira, quem é você?

Fiquei uns 3 minutos esperando alguma resposta, e logo que me deparei, vi um garoto alto surgir em meio a luz que ainda havia no palco. Eu já estava levantada e não sabia como reagir . Provavelmente ele deve ter percebido meu desespero e soltou uma leve risada com as mãos no bolso. Isso fez eu explodir de raiva. Era ele mesmo.

– Posso saber o que faz aqui??

– Te pergunto o mesmo.

– Oi? Querido eu estava aqui primeiro, então você que tem que me dar respostas.

– Opa, então você é a dona desse teatro?

-Cala essa boca e me fala.

-Não te devo nenhuma explicação linda.

-Olha aqui, eu sempre venho aqui e nunca vi ninguém, por que logo hoje você decidi vir?

– Você não vem sempre aqui.

Oi? Como assim ele sabia que eu não ia ali toda hora? Esqueci como se respirava.

– Querido, como assim você sabe que não venho sempre aqui? -retruquei.

– Ué, você não disse que vinha sempre?

– Ok chega, você esta confundindo minha cabeça. Ja entendi qual é a sua. Eu saio daqui e você pode usar o piano ta? Desculpe -disse totalmente fria e impaciente. Eu não queria sair dali, óbvio, mas não tive escolha. Não queria conversar com ele muito menos fazer contato visual.

– E quem disse que eu queria usar o piano? -enquanto ele dizia, se aproximou mais de mim e apoiou os dois braços no piano. Eu estava em pé atrás do banco.

– Então o que faz aqui?

-Talvez por que eu quisesse??

Nos encaramos por alguns segundos quando de repente o sinal toca. Isso me despertou, graças a deus, e logo peguei meu livro de anotações que eu sempre levava pro intervalo. Eu não sei o que deu na minha cabeça, só sei que andei muito rápido, mas não foi o suficiente. Quando ia começar a subir os degraus ele puxou meu braço e me pois de frente pra ele:

– Olha eu sei que isso foi estranho ta? -ele deu uma pequena pausa falando mais devagar- mas eu não vou te machucar, confia em mim.

Meu estômago começou a embrulhar, minhas pernas ficaram literalmente bambas e meu coração acelerava cada vez mais. Eu só naquele instante pude apreciá-lo. Os olhos azuis como o céu, acabei me perdendo neles. Eles estavam totalmente direcionados aos meus. Toda aquela atmosfera estava me causando efeitos estranhos, de todos os tipos possíveis. O que ele queria de mim?